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FLORA DO PARQUE ESTADUAL DO IBITIPOCA

“O Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, apresenta um mosaico vegetacional onde predominam os campos rupestres entre afloramentos quartzíticos, associados a outros tipos de vegetação. Sob as condiçõesmde altitude acima de mil metros e solo rasos, desenvolve-se um dos tipos de vegetação mais interessantes entre todos os ecossistemas brasileiros: a de campos rupestres. São milhares de espécies que se adaptaram a essas condições durante milhões de anos, sobrevivendo com um mínimo de água disponível e sob intensa insolação.

As orquídeas formam um espetáculo à parte, sendo uma das famílias mais representativas em números de espécies. As sempre-vivas, da família Eriocaulaceae e as Velloziaceae, conhecidas como canelas-de-ema, são típicas desse tipo de vegetação e apresentam numerosas adaptações para crescerem e florescerem nesses ambientes. As plantas carnívoras proliferam geralmente em platôs, nos quais a água não escoa rapidamente e constituem uma bela formação de pequenas plantas vermelhas junto aos brejos.

Os liquens em Ibitipoca formam um importante grupo de plantas, devido ao grande número de espécies: somam aproximadamente 350, sem dúvida o de maior diversidade. Ocorrem pendentes entre os ramos das candeias, ou sobre as pedras, em um belíssimo colorido, como se fossem manchas na rocha. Esse fato levou a inclusão do Parque Estadual do Ibitipoca em um índice internacional das localidades mais, importantes em diversidade de liquens de todo o mundo.

Entre as espécies de plantas que existem no parque um bom número tem mostrado ter ocorrência restrita só nessa área: são as espécies endêmicas. Para essas espécies a única chance de sobreviverem no planeta e a de serem conservadas no parque, já que nunca foram encontradas em outras regiões. Tudo isso faz do parque uma das mais espetaculares áreas para conservação da flora, sendo comparada apenas com outras serras pelos altos níveis de diversidade e endemismos devido ao isolamento das montanhas”.


Estudos Botânicos na Serra do Ibitipoca:


“No século passado a diversidade florística da Serra do Ibitipoca já havia chamado a atenção do naturalista Saint-Hilaire, que em 1822 percorreu a região coletando inúmeras plantas,  na grande maioria novas espécies para a ciência. Os estudos botânicos recentes na Serra do Ibitipoca foram iniciados por Leopoldo Krieger, professor do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Juiz de Fora, na década de 60. Desde então, foram realizadas numerosas expedições à região com coleta de espécies de liquens briófitas, pteridófitas e angiospermas formando uma importante coleção junto ao herbário daquela universidade.. Os primeiros trabalhos da equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora foram iniciados com o estudo das pteridófitas por Krieger e Camargo (1986), seguidos de uma série de monografias sobre diversas famílias de pteridófitas e angiospermas. Verardo e outros; Novelino  e Graçano; Novelino e Oliveira; Novelino; Gomes e Alves; Lisboa e Pires; Pitta e Forzza e outros. Outros trabalhos com enfoque na flora do parque foram realizados por Andrade e Souza, Oliveira e outros e Narcelli e outros.
Esse texto foi organizado a partir de um trabalho desenvolvido com o objetivo de proceder o levantamento florístico do Parque Estadual do Ibitipoca e de sua fitofisionomia, fornecendo dados para elaboração do Plano de Manejo do Parque e conservação do seu patrimônio genético. Apresenta-se a seguir alguns resultados do mesmo”.
(Fonte: Fundação João Pinheiro – Plano Diretor de Conceição do Ibitipoca Dados de Novembro de 2000)
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Trechos retirados do Plano Diretor de Conceição do Ibitipoca - MG



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